sábado, 30 de julho de 2011


Pois era muito impressionável e acreditava em tudo o que existia e no que não existia também. Mas não sabia enfeitar a realidade. Para ela a realidade era demais para ser acreditada. Aliás a palavra ‘realidade’ não lhe dizia nada.

quarta-feira, 27 de julho de 2011


Ela tivera a sorte de conhecer um super-heroi. Não aqueles que a gente assiste na TV, aqueles que salvam o mundo e leva a mocinha para um jantar romântico a luz de velas.
Era um cara como todos os outros, aos olhos leigos de quem não sabia o que procurar.
Era alguém incrivelmente interessante aos olhos cheios de emoções e cores da menina fascinada por aquele mundo novo.
Eles trocaram ideias, falavam sobre sonhos e magia. Ela adorava o mundo que eles estavam criando. Um mundo só deles, onde o infinito era apenas o começo.
A hora de dizer adeus, não era o término do dia. Eles se encontravam em sonhos e viviam algo mais intenso.
No mundo onde se encontravam as palavras não eram necessárias. Os olhares e sorrisos eram o suficiente.
Ao se encontrarem pela manhã, tudo que acontecera na noite anterior ficava guardado na lembrança do super-heroi e da menina, e nenhum dizia o que sentia ao lembrar do sonho. Não era necessário, o fato de estarem ali, dispensava qualquer palavra.

domingo, 24 de julho de 2011

Você sabe que seriam bons amigos, bons parceiros, bons inimigos, mas você prefere ser a garota dele.

quinta-feira, 21 de julho de 2011


"Você tem um dom" dizia o menino da camisa bonita, colocando fé naquelas palavras, tentando as fazer reais.
Ela nunca acreditou muito nesse "dom". Afinal, "dom" de que?
Aquilo que ele chamava de "dom" era a coisa mais banal do mundo aos olhos dela. Ela trocaria aquele dom por outra noite no sofá de canto. Só para ver aquele olhar grande e bonito, que só ele sabia fazer.
Daria tudo aquilo que ele chamava de "dom", para ter novamente aquele sentimento, aquele brilho... aquela fé.
Mas ela sabia que teria que se contentar com o "dom" que só trazia dúvidas e problemas.
Aquele passado que foi no mínimo interessante, nunca mais voltará.

quarta-feira, 20 de julho de 2011


Por fim, veio a reflexão de que, afinal de contas, não se tem o direito de desesperar por não ver confirmadas as próprias expectativas; deve-se fazer uma revisão dessas expectativas.

terça-feira, 19 de julho de 2011


Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de chá gelado e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas... Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade. Como é que se ama sem amor? Como é que se entrega de dentro de uma prisão? Nunca soube.

sábado, 16 de julho de 2011


“Por mais elegante, chique e bem comportada que uma mulher seja, ela vai se descabelar toda por causa de um vagabundo. É, ela vai descer do salto quando tiver ciúmes, vai chorar litros de lágrimas quando brigar com ele, vai dizer palavrões, coisas bizarras, mandá-lo para onde o sol não bate. É assim mesmo. Sempre irá haver uma sofisticada dama que morrerá de amores por um belo vagabundo.”


A dama e o Vagabundo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011


Eu tinha uma vontade de chegar e tocar aquela campainha na casa dela. (...) eu tenho medo que ela me receba mal pra caralho, porra.

quinta-feira, 14 de julho de 2011


Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede

Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida

E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive

Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida

E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão

Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida

E algum remédio que me dê alegria



Uma dica pro futuro, pro cupido, pro livro da vida, ou pra quem seja lá que escreve meu destino.
Pode ser pra Fran mesmo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011


Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.