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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

um minuto de desabafo...


Logo depois que li a resposta daquele email maluquinho
'Passei três dias tentando sentir raiva. Três noites
engolindo o mal a seco. Deu-se que fiz força, espremi
a palavra atravessada, saiu um riso. Valei-me, nasci
para a distração...'


segunda-feira, 21 de junho de 2010



Não digo que espero, assim de sentar e esperar. Um caminho é feito de passos. E ainda que seja pelas beiras, não posso tirar os olhos de mim. E eu conto mesmo é com o que sonhamos lá em cima antes de pousar e que neste momento não me lembro, só sinto. Aprendi a rir dos argumentos do relógio. Esperança é uma palavra longa de se trilhar. A pressa é só por fora. Não se diz "acabou" assim tão sem som. Isso só acontece quando a boca não acompanha o passo do coração. Meus sentidos estão mortos de fome, entende? Algumas letras destas aqui, escorregaram entre os dedos e preciso apará-las rapidamente, antes que percam o caminho de volta pra dentro. É que eu também sei que aqui ninguém quer de verdade desistir. Não antes que a Doutora especializada nos Direitos dos Sonhadores, que eu contratei, consiga interditar de vez aquela loja de utensílios sem valor. Sob a acusação de venda indiscriminada de armaduras. Ela bem disse que é causa ganha. A gente vive é de se curar. Deus não inventaria feridas que não fecham. E eu sei que te devia esta página, que passei uma noite toda estudando.Um rito franco de asas e pontes. É que eu entendi que aquele não "não" nunca foi seguido de certezas e armaduras tem suas fendas...

domingo, 20 de junho de 2010

o mundo não quer que eu me distraia...


Por alguns longos minutos pra mim, fiquei pesquisando a doença que me acometia. Seria por isso que eu não conseguia estudar? Não conseguia prestar tanta atenção nas tramas corriqueiras… Orgânicamente eu rejeitava o que não usaria, nem a metade de toda essa tanta tagarelice?! Desinteresse, branco, indiferença?

Eu fui ficando alí, cada vez mais… Saindo… de mim! Feito menininha que passeia cantando baixinho, uns passinhos e um salto, mais passinhos, mais um salto… E eu sentada, distante e tão dentro dela, me pareceu que demorei tempos para voltar aos pensamentos de antes… Alí tão distraída… Quem sabe que eu não era doente?! Quem sabe que eu só me distraía, como naquele momento em que possuía toda a beleza do mundo…