"Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto" Caio F. Abreu
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
“Amor não se pede, é uma pena. É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos. Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto. Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como eu ria com ele. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.”
sábado, 7 de setembro de 2013
“Eu chorei porque eu te amo mas eu não sei amar. Eu chorei porque eu sempre canso de tudo e tudo sempre cansa de mim. Chorei de cansaço profundo de sempre cansar de tudo e tudo sempre cansar de mim. Chorei de apego ao cheiro do novo e principalmente de melancolia pelo cheiro do velho. E chorei porque tudo envelhece com novos cheiros e a vida nunca volta. Eu chorei de pavor da rotina, de pavor do fim, de pavor de sair da rotina e começar outros fins.”
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
se não consegue jogar, tente um jogo mais fácil.
“Porque um dia a gente descobre que apesar de vivermos quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos nem para dizer tudo o que tem que ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de alguma coisa na vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras. Quem não compreende um olhar tampouco entenderá uma longa explicação.”
isso não faz sentido algum, Alice.
“
A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (…) Receio que não possa me explicar Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema: Posso explicar uma porção de coisas… Mas não posso explicar a mim mesma.
”| — | Alice No País das Maravilhas. |
segunda-feira, 29 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Um punhado de cacos.
A pior batalha para se perder, é a que guerreamos contra nós mesmos. Não há sensação mais desconsertante que a de olhar-se no espelho e ver apenas o reflexo de um monte de cacos desiguais. Depois disso, o que nos resta? Aceitar a derrota é a parte mais medíocre e suja de toda a batalha. E aí voltamos ao campo de guerra e recolhemos cara pequena parte do que já fomos um dia, a fim de nos reconstruir. Nunca fica como estava antes, mas ter a coragem de tentar ser alguém melhor, é um começo.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Sabe o que eu queria? Que ele admitisse que me ama tanto quanto eu o amo e parasse com essa história que não quer nenhum tipo de relacionamento e blá blá blá. Queria que ele parasse de agir como um garoto e que aceitasse o que sente. Eu sei que sente. Ele não entende que vai perder? E aí? Ele acha que essa história de só me ter aos fins de semana vai durar até quando? Ah, por favor! Garotos me tem assim. Garotos mimados que só fazem o que querem. Até eu cortar essa manha e fazer greve outra vez, aí eu quero ver. Greve de amor. Com cartaz e tudo. Bater panela na sala. Agir como uma garotinha, já que ele está se portando como um bebê mimado. (...)
Cartas para Romeu.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
aqui, aí.
Eu sei que você está aí, não me pergunte como, eu só sei. E é por isso que eu estou aqui.
Mesmo com o mundo todo caindo lá fora, eu estou aqui pra você. Mesmo com todos esses desencontros, esses dias conturbados, essas histórias malucas... Ainda estou aqui. É uma loucura eu ainda estar te esperando por todo esse tempo, eu sei, mas não iria a lugar algum sem você segurando minha mão, nem mesmo até a esquina para comprar um cigarro ou um jornal... e além disso, é aqui que eu quero estar. Perto. Junto. Olhando pra você.
Acho que deixei de pertencer a qualquer outro lugar do mundo e agora só faço parte do seu mundo. Tantos risos que eu poderia escutar, tantos olhares que poderiam cruzar com o meu, tantos mundos que eu poderia descobrir, tantas cores que eu poderia ver e tudo o que eu quero é ficar aqui. Ouvir seu riso, cruzar seu olhar, fazer do seu mundo o meu mundo e ter todas as suas cores para mim.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Te esqueci na noite passada, desculpa. Rápido, eu sei, a gente nem chegou a começar, mas uma hora tudo termina, você deve saber também. Pra ser sincera, tô me desculpando por educação, gentileza ou hábito, não que eu devesse algum tipo de desculpa ou satisfação. Pra ninguém nesse mundo, aliás! Tudo bem pra você? Espero que sim, não me importo se não. É assim que é, não é? Tô aprendendo, eu diria. Passei alguns anos repetindo freneticamente, como um mantra maldito, que "quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta", uma das frases mais sábias que eu já li e desejava com todas as minhas forças que um dia eu pudesse repetir com total propriedade. Já posso. Melhor, agora se ausentou um pouco, já perdeu o espaço. Tô com pressa, preguiça ou só espaçosa demais, não sei, mas tá tudo muito melhor. Quer vodka? Pega pra dois. Sem drama, sem expectativas ou babados cor de rosa. Nada dói e é como se tivesse sido tirado um peso das minhas costas, que eu já achava que era parte de mim. Triste vocês sempre precisando perder pra valorizar, muito feliz eu finalmente me encontrando, ainda que do avesso, se preciso. Tão mais leve quando o sentimento não passa de interesse. Porque interesse, você sabe, só precisa de um outro alvo mais interessante pra ter fim. E ir embora me parece bem mais justo do que aguentar qualquer outra partida, de gente que nunca mereceu nem que eu ficasse.
terça-feira, 2 de abril de 2013
I'll always be waiting for you
Eu te esperei por um tempo incontável e quando achei que não poderia mais curar minha dor, você finalmente voltou. Talvez me perguntem se valeu a pena toda essa espera, e se perguntarem responderei que farei valer a pena. Com você. Por você. Por mim. Por nós.
É esse o efeito que você tem sobre mim, me bagunça por completo; muda todas as coisas de lugar; entra sem pedir licença ou sequer avisar. Sua inconstância é fascinante, nunca me senti tão viva quanto me sinto tentando te desvendar. Bobagem, sei que isso é impossível. Seus olhos revelam menos do que eu gostaria de saber e mais do que suas palavras me dizem. Fascinante.
Quantas vezes se pode ser bagunçada em uma vida? Não faço a mínima ideia, e que me desculpem os certinhos, não sinto o mínimo prazer em ser mais uma dessas organizadinhas que tem tudo no lugar. Gosto do movimento. Do seu movimento.
Luzes, pisquem.
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