segunda-feira, 4 de julho de 2011


Perguntei-me quanto tempo aquilo ia durar. Talvez um dia, anos mais tarde - se a dor diminuísse a um ponto que eu pudesse suportar -, eu fosse capaz de olhar o passado, aqueles poucos meses que sempre seriam os melhores de minha vida. E, se fosse possível que a dor se atenuasse o suficiente para me permitir isso, eu tinha certeza de que me sentiria grata pelo tanto que ele me dera. Fora mais do que eu pedira, mais do que eu merecia. Talvez um dia eu conseguisse ver os fatos desse modo.Mas e se esse buraco jamais melhorasse?
Se as bordas feridas nunca se curassem?
Se os danos fossem permanentes e irreversíveis?

sexta-feira, 1 de julho de 2011


Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não desisti, só não insisto mais.


- Amiga, é tão...
- Eu sei amiga, eu te entendo. Ele disse que...
- É amiga, isso é o pior, deve ser por isso que...
- Eu estava pensando a mesma coisa agora mesmo. Ele deve ter...
- Eu também acho.



Dedicado para aquelas que me entendem mesmo quando eu não falo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011


Sinto saudades de quem não me despedi direito, das coisas que deixei passar, de quem não tive mas quis muito ter.

' words


A felicidade que ela tivera durante toda a manhã, fora arrancada a força ao anoitecer.
Chorar já não adiantava e ela não tinha mais forças para isso.
Um sonho todo destruído com palavras. Não qualquer palavras; eram as palavras que vinham da amada.
Seria ela merecedora da felicidade? Todos são, mas ela tinha dúvidas disso em relação a si mesma.
Não é trágico como palavras mudam tudo?

terça-feira, 28 de junho de 2011




Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho;
assim te amo porque não sei amar de outra maneira.
Se não assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

domingo, 26 de junho de 2011

"Closer"


Ele chegava perto, eu sentia seu hálito doce e convidativo.
Devo sentir medo, mas de alguma forma eu anseio por ele, pelo seu toque, pelo seu cheiro, por sua voz rouca em meu ouvido.
“Mais perto” eu o ouvi dizer, meu corpo o obedecia sem pensar.
No momento seguinte eu estava em seus braços e tudo o que eu desejei foi que ele não parasse.

quarta-feira, 22 de junho de 2011



Ela não conseguia olhar em seus olhos por temer as palavras que sempre soube que chegariam.
Ao sentar-se perto do fogo da lareira, um ruído saiu de sua garganta, mas nenhuma palavra.
Naquela noite ouviu-se uma musica com ar de despedida, seria o mundo dizendo adeus àqueles dois? "Don't you cry tonight I still love you baby" dizia a musica, mas ela não conseguiria, precisava de algo que demonstrasse o que ela sentia.
Lagrimas eram perfeitas para isso.

No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso. Já me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei; hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém. Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.