domingo, 10 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Eu não sei o que me enloquece e essa é a maior loucura pra gente que precisa estar no controle. Essa necessidade de ser vista, de estar perto de você, de interpretar todos os seus movimentos em favor de não me deixar desistir. Quão louca eu tenho que ser pra encontrar minha sanidade? Minha razão se foi. Não me sinto mais morrendo por segundos não vividos, estou vivendo pra não te deixar morrer em mim. Apesar dos mil motivos que eu tenho pra te esquecer e seguir em frente, encontro outros pra não te deixar passar na minha vida sem uma história de verdade. Estou fixa e me arrasto. Você não se move e eu corro, em círculos, atrás de você.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Permita-me desfalecer enquanto disserto sobre coragens que não tenho. Deixe-me ir quando não houver mais disposição para ficar. Aceite minhas falhas que hoje me definem e me limitam, mas diga o que for preciso pra me corrigir. Deixe-me chorar pela incompletude desses dias que não passam, mesmo que seja bobagem, mesmo que minha solidão seja infundada e incompreensível. O telefone não toca e se você não conhece o desespero do silêncio, apenas aceite.

Eu ando sorrindo mentiras por aí. Fazendo novos eus, como se só houvesse possibilidade de ser verdade ao lado de alguém. É coisa de gente que se ilude, eu sei, gente que espera o aval de outras pessoas para ser feliz. Mas é que me dá um aperto, uma angústia. Você sabe do que eu estou falando, aquele sentimento que a gente tem quando todo dia é segunda-feira. Eu espalhei muito sorriso à toa, pra ver se um deles prendia alguém no canto dos lábios. Não funcionou. Mas ainda tenho alguns guardados, chorosos, quase desistentes, quase sem motivo, esperando valer à pena escapar pelos olhos.

Perdoe-me a indelicadeza, a maneira bronca no convívio humano. Falta-me a consciência de amar. Sobra-me o medo de ser mal entendida. Tenho limitações bobas que não se explicam com definições certas, palavras existentes. Tem um dicionário inteiro de termos ainda não criados para falar sobre mim. Não sei o que, não sei o motivo, não sei como. Não explico, nem me importo. Apenas sou. E isso tem que bastar.

Você me pergunta se eu não tenho coração. Eu tenho. Tenho um coração vazio de ódio ou amor. Se você não consegue ouvi-lo é porque não faz ele bater. Me provoque, me ofenda, brigue comigo, mas não me deixe presa no comum. Não permita que o tédio silencie meu coração.

terça-feira, 5 de abril de 2011

não há nada a ser esperado. nem desesperado



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Eu não tenho medo do amor. Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele. 
Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

 
Ele vai te olhar com os olhos de um husky siberiano, prestes a pular sob a caça.  Profundo, certeiro, bem no meio do alvo - que na verdade, é você. Como se a visse com algum raio-x, despida. Depois de hipnotizar com seu par de bolitas (que nem ao menos precisam ser azuis, verdes ou cor de mel, mas sim, penetrantes) irá  rosnar um sorrir com os dentes à mostra, largo; como se você fosse uma conhecida de tempos que para ele, é um prazer rever. Familiarizado com a situação, e com mais uma presa em mais uma noite que com toda a certeza solitária não seria.
A beleza não é uma característica, mas sim, agente secundário nessa equação que a deixa no final sem resposta exata. Este tipo costuma ser dotado mesmo é de um charme que foge às suas explicações. O que é que ele tem, pergunta a amiga desconfiada. Borogodó, um tchan a mais, qualquer coisa que eu não tinha visto por aí ainda, mas que na rede caí: não como um patinho, mas como sereia que conhece o perigo dos mares e ainda assim, por aí faz questão de mais fundo mergulhar.
Ele tenta você com sua abordagem direta, confiante. Se sente o ponto único do universo com seu umbigo malhado, sua auto-estima enorme e eu ego quase sempre massageado. Por mais que você sinta no seu perfume inebriante o tamanho da cilada, em conjunto aos tão bons e grandiosos diferenciais e tente ecapar isso só o fará ir ainda mais à sua caça. Caça sim, porque para o Don Juan tudo é um grande desafio e o que conta mesmo é a dificuldade: quanto maior, mais estimulante. Você percebe que ele não é apenas um rostinho bonito e que tem até mesmo um bom gosto admirável quando além de ser irresistível, ele amostra um humor bom, possível e adequado, sem piadinha fúteis e mal colocadas, ou trocadilhos, quase sempre infames. Faz de seu ouvido um porto onde suas palavras chegam sussurradas, e mesmo que ele esteja comentando como é rídiculo o jeito de tragar o cigarro do moço à frente, para você será o mesmo que Mick Jagger cantando. Quem sabe, Jim Morisson, Al Pacino; fica a seu critério a escolha do que a fará ter vontade de dançar, mais tarde.
E então que você cai de amores, e mesmo que hesite, ele a fisgará. Por uma noite, um momento, uma semana, dois anos. Sem nunca firmar um compromisso, porque seu alarme é ativado a qualquer 'benzinho' ou comida que você faça de surpresa, e os pratos na mesa, vestida de avental. Ligações inesperadas, demonstrações de afeto seguidas de brigas sem motivos infundados baixam consideravelmente o tesão que o moço sentirá em ter a sua companhia, o seu corpinho, inteligência e qualquer aspecto que envolva você na vida dele.
O mesmo cara que a fez sentir a mulher mais completa e maravilhosa dentre todas as galáxias - que a gente nem sabe quantas são e se existem outras - será o que depois de algum tempo, se tornará cada vez mais frio. Ou sumirá. Que a deixará louca e sem respostas, sofrendo com um coração ingênuo que acreditou em toda a verdade perfeita que parecia possível, à frente. A fuga, iniciou seu processo e planejamento já nos primeiros sinais de apego e sentimentalismo da sua parte. Você é que não viu, cega pelas flechas que cupido alçou em sua direção.
Ele a seduziu, mas como é mestre em se desprender do que quer que seja, tamanha sua experiência em conquistar e logo partir para a próxima ventura, você não terá nem ao menos a chance de fazer com que o mesmo husky siberiano que a apreendeu com o olhar no seu colo se aquiete. Sua facilidade em preencher páginas com telefones de iscas já antigas não é a mesma de estabelecer um compromisso estável, duradouro. O que conta para ele é a ação, a novidade, o desconhecido. Quando então você passa a fazer parte de uma rotina em que ele a inseriu, mas se desgastou, com a maior crueldade do mundo que você até então não sabia existir, ele a tirará da sua vida. Como uma peça de xadrez, descartada. Feito uma página, virada. Você ficou no ontem, que foi o passado. E esse homem quer é o futuro, quer saber ainda dos tantos troféus que temporariamente colocará em sua estante - para logo depois, também dá-los à doação.
Algum dia, você lembrará desse mesmo homem com algum carinho incompleto do que poderia ter sido, mas não foi. Verá que tudo não passou de um sonho juvenil, de uma pirraça sua por um coração que nem ao menos amadurecido tinha. Poderá perceber ainda que a sua vida apenas progrediu depois deste enorme aprendizado, provação do destino que a deixou perceber o quão forte e guerreiro é esse sentimento, que mesmo devastado, se reacendeu. Quanto ao sedutor? Algum dia, por travessura do acaso, a verá feliz nos braços de alguém que conseguiu a fazer feliz, completa. Mulher. Sentirá uma inveja ressentida de toda essa alegria cúmplice que a vida a devolveu. E se perguntará o que fez de errado, o que tem o rapaz. Nada demais, tudo para você. Ele com sua agenda cheia de contatos de one night stand e booty calls que não preenchem o vazio de uma noite fria, sem jantar na mesa e um 'benzinho' para ouvir. Você, completa com um amor recíproco, bom. Justo. Dizem mesmo que a gente faz nossos caminhos, e que eles provém inteiramente de nossas escolhas. Hoje eu acredito.

domingo, 3 de abril de 2011


“Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais.”

sábado, 2 de abril de 2011


"E quando alguém, no plano real, toma forma, a gente imediatamente projeta toda aquela emoção presa na garganta do sonho. E fatalmente se fode, porque está tentando adequar/ajustar um arquétipo, uma imagem de toda a nossa infinita carência, nossa assustadora sede, a uma realidadezinha infinitamente inferior."

sexta-feira, 1 de abril de 2011

 
"Eu garanto a você que você não me conhece, não sabe da metade que sou capaz, no que eu faço por amor. Você não sabe quem sou eu, de onde venho, não sabe nem pra onde eu vou e muito menos o porque. Você apenas me julga por ser fraco e egoista. Fatalmente eu sobrevivo. Eu me sobressaio, eu continuo, eu vou. E quando eu penso em me definir em um verso de musica , me vem  na cabeça a música que me definiria muito melhor que eu mesma. E você sabe disso: Porque eu sou feita pro amor da cabeça aos pés..."